Valoriza sua melhor amiga, por que ninguém mais vai conseguir te suportar além dela.
(Source: amigas-por-opcao)
Chega a um ponto que vai te cansando. Das ignoradas que te dão. Da insensibilidade das pessoas para contigo. Do quão invisível elas te tornam só para fingirem que não te viram ali. Não sou baixinha, é possível todos me enxergarem. Não sou tão alta também. Mas poxa, não chego a ser aquele galho podre da arvore. Pode se apoiar em mim, não vou deixar ninguém cair. Bom pelo menos eu não vou. Pois já me acostumei ao fato de que quando é a minha vez de ter uma sustentabilidade só acabo encontrando o chão. Além do fato de todos se desgarrarem de mim para não caírem junto. Quando me vêem caída determinam: galho podre. Esqueceram-se que os galhos não nascem podres. Eles se tornam. Há motivos, contrapontos que acontecem em sua inóspita vida. Não sou muito diferente. Não caio porque quero. Não sangro porque gosto. E não amo porque escolho. As coisas acontecem, e por mais que eu tente fugir delas, elas me perseguem. Entendam de uma vez por todas: não quero ser assim, mas o sou. Até mesmo porque alguém quereria ser marcado pelas mais incuráveis feridas? Quem escolheria ter seu coração esmigalhado e pisoteado por aqueles que mais amamos? Quem gostaria de levar uma vida escondido atrás de um falso sorriso? Diga-me quem adoraria viver com o medo de continuar vivo? Ninguém, eu pressuponho. Tudo bem que existe louco pra tudo. Mas até mesmo um louco teria sanidade suficiente para não querer isso, convenhamos. Não são escolhas que determinam nossas vidas, são necessidades. Ou até mesmo a facilidade. O único problema é que, quando se escolhe o caminho mais fácil, ele no final das contas acaba tornando-se o mais sôfrego. O fácil vira difícil, tudo porque você não teve a audácia de acreditar que seria capaz de enfrentar os obstáculos. Onde é que você está agora? No fundo do poço. Assim como eu. O único lado bom de estar aqui caída é o conhecimento de que não se tem como ir para mais fundo. O péssimo é saber que não tem como voltar à superfície. Pior de tudo, é… Sim, não se espante, ainda tem coisa pior. O pior mesmo é estar caída, sem forças, machucada e ter a consciência de que se está só. Sem ninguém pra te ajudar, pra te acalmar. Ninguém pra aliviar as noites frias com palavras e abraços calorosos. Ninguém pra te aconselhar com seus sonhos tão inalcançáveis. Ninguém pra te estender a mão e passar confiança. Ninguém pra te dar apoio e acreditar que você pode sim ser melhor que tudo isso. Ninguém pra repor a tua força e muito menos para te ajudar a reconquistar teu amor próprio. É você contra o mundo. Injusto não é mesmo? Quais as escolhas que eu tenho mesmo, pensando por todos esses aspectos? Ah é mesmo: nenhuma. Fui colocada numa situação que a vida me redirecionou. Fui levada para onde a vida me empurrou. E olhe que fui forçada. Faltou a vida me amarra e amordaçar. Tive que aceitar minhas condições, por mais precárias que elas fossem. Apesar de elas não serem absolutamente nada do que um dia eu quis ou sonhei pra mim. Não aceitei por que eu quis. Aceitei por não ter escolhas. Aceitei por necessidade. E cá estou eu, tentando sobreviver ao meu mundo tão sobrepujado de falsas expectativas e de ilusões criadas para melhorar pelo menos um pouco a isso que denominam vida.
E somos o que somos por necessidade, não por opção (d-esmoronar)
Quer se afastar? Se afaste. Mas cuidado, eu não faço mais o tipo que corre atrás.
(Source: aprendizdepoeta)



